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Tendinite pode gerar aposentadoria e benefícios no INSS? Entenda seus direitos

By junho 24, 2026No Comments

A tendinite está entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil, especialmente em profissões que exigem movimentos repetitivos, esforço contínuo ou sobrecarga física.

Além do impacto na saúde, muitas pessoas não sabem que a doença pode garantir benefícios previdenciários importantes no INSS, incluindo auxílio-doença, auxílio-acidente e até aposentadoria por incapacidade permanente em casos mais graves.

Quem tem tendinite pode receber benefício do INSS?

Sim.

O direito dependerá do grau de limitação causado pela doença e do impacto na capacidade de trabalho do segurado.

Os benefícios mais comuns são:

  • auxílio-doença;
  • auxílio-acidente;
  • aposentadoria por incapacidade permanente.

Quando a tendinite dá direito ao auxílio-doença?

O auxílio-doença é indicado quando a tendinite impede temporariamente o trabalhador de exercer suas atividades por mais de 15 dias consecutivos.

Para concessão do benefício, normalmente é necessário:

  • possuir qualidade de segurado;
  • comprovar a incapacidade temporária por perícia médica;
  • apresentar laudos e exames atualizados.

Tendinite pode gerar auxílio-acidente?

Sim — especialmente quando a doença deixa sequelas permanentes, mesmo que o trabalhador continue exercendo sua profissão.

O auxílio-acidente possui natureza indenizatória e pode ser pago junto ao salário.

Na prática, ele é bastante comum em casos de LER/DORT relacionados ao trabalho.

Quando a tendinite pode gerar aposentadoria?

Nos casos mais graves, quando existe incapacidade total e permanente para o trabalho, a tendinite pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente.

Quando a doença possui relação direta com a atividade profissional, o benefício pode ser enquadrado como acidentário, o que traz impactos importantes no valor recebido e na proteção do trabalhador.

Tendinite é considerada doença ocupacional?

Em muitos casos, sim.

A tendinite relacionada à LER/DORT costuma ser reconhecida como doença ocupacional quando existe nexo entre a atividade profissional e o surgimento da lesão.

Isso ocorre frequentemente em profissões com:

  • movimentos repetitivos;
  • digitação constante;
  • esforço físico contínuo;
  • sobrecarga muscular;
  • postura inadequada.

Nessas situações, a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) pode ser extremamente importante.

Quais exames ajudam na perícia do INSS?

Entre os exames mais utilizados estão:

  • ressonância magnética;
  • ultrassonografia;
  • eletroneuromiografia;
  • laudos ortopédicos;
  • relatórios médicos detalhados.

Além disso, documentos recentes costumam ter maior peso na análise pericial.

O que não pode faltar no laudo médico?

Um bom laudo médico deve conter:

  • diagnóstico com CID;
  • descrição das limitações;
  • impacto no trabalho;
  • tempo estimado de afastamento;
  • histórico de tratamentos;
  • assinatura e CRM do médico.

Quanto mais detalhado for o documento, maiores tendem a ser as chances de reconhecimento do benefício.

O que fazer se o INSS negar o benefício?

A negativa do INSS não significa necessariamente ausência de direito.

Em muitos casos, o segurado pode apresentar recurso administrativo ou buscar reconhecimento judicial, especialmente quando a perícia administrativa não analisou corretamente a incapacidade ou o nexo ocupacional.

Por isso, em situações envolvendo tendinite, LER/DORT ou afastamentos prolongados, a análise previdenciária especializada costuma ser fundamental para identificar o benefício mais adequado e evitar prejuízos financeiros ao trabalhador.

Leia Mais:
Quanto tempo demora um processo de auxílio-acidente?

Meu INSS

Bruna Proenca

Advogada Especialista na Área Previdenciária

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