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2025Pessoa Física

Salário-Maternidade: quem tem direito, como funciona e como solicitar

By novembro 25, 2025No Comments
Entenda quem tem direito ao salário-maternidade, como funciona o benefício, as regras de carência e o passo a passo para solicitar o pagamento ao INSS.

A maternidade é um dos momentos mais marcantes da vida — repleto de mudanças, descobertas e novos desafios.
Pensando nisso, a legislação previdenciária criou um benefício específico para proteger esse período: o salário-maternidade.

Esse benefício garante uma renda mensal temporária à mãe (ou ao responsável legal), permitindo que possa se afastar do trabalho para cuidar do filho com segurança e tranquilidade.

Mas afinal, quem tem direito, como funciona e o que muda conforme o tipo de vínculo com o INSS?
A seguir, explicamos tudo o que você precisa saber.


O que é o salário-maternidade?

O salário-maternidade é um benefício previdenciário pago pelo INSS a quem precisa se afastar do trabalho nas seguintes situações:

  • Nascimento de filho;
  • Adoção ou guarda judicial para fins de adoção;
  • Aborto não criminoso (como nos casos de estupro ou risco à vida da mãe);
  • Natimorto (quando o feto falece no parto ou no útero).

Ele é um direito garantido não apenas às mães biológicas, mas também a:

  • Pais em caso de falecimento da mãe;
  • Casais homoafetivos que adotam;
  • Pais adotivos, independentemente do gênero.

O objetivo é proteger financeiramente o segurado durante o afastamento, garantindo tempo para recuperação e vínculo com o filho.


Quem tem direito ao salário-maternidade?

Todos os segurados do INSS têm direito, desde que cumpridos os requisitos mínimos.
Entre as categorias incluídas estão:

  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
  • Empregadas domésticas;
  • Trabalhadores avulsos;
  • Contribuintes individuais, como autônomos e microempreendedores (MEI);
  • Contribuintes facultativos, como estudantes e donas de casa;
  • Segurados especiais, como agricultores familiares, pescadoras artesanais e indígenas reconhecidos pela FUNAI;
  • Desempregadas, desde que ainda mantenham a qualidade de seguradas ou estejam em período de graça.


Requisitos e carência para receber o benefício

A carência é o tempo mínimo de contribuição exigido para que o benefício seja concedido.
Ela varia conforme o tipo de segurado:

  • Empregadas, domésticas e avulsas: isentas de carência (basta estar trabalhando no momento do afastamento);
  • Contribuintes individuais, facultativos e segurados especiais: exigem 10 meses de contribuição antes do parto, adoção ou evento gerador;
  • Quem perdeu a qualidade de segurado: deve cumprir 5 meses de contribuição antes do evento;
  • Desempregadas: precisam comprovar a manutenção da qualidade de segurado e, conforme o caso, 10 meses trabalhados.


Licença-maternidade x Salário-maternidade: qual é a diferença?

Embora os termos sejam usados como sinônimos, eles têm significados diferentes.

  • Licença-maternidade: é o período de afastamento do trabalho.
  • Salário-maternidade: é o valor pago durante esse período.

Ou seja, a licença é um direito trabalhista; o salário-maternidade, um direito previdenciário.


Onde solicitar o salário-maternidade?

Depende do vínculo do segurado:

  • Trabalhadoras com carteira assinada: o pedido deve ser feito diretamente na empresa, que paga o benefício e depois é reembolsada pelo INSS;
  • Autônomas, MEIs, desempregadas ou contribuintes facultativas: o pedido deve ser feito diretamente ao INSS, pelo Meu INSS (site ou aplicativo).


Qual é a duração do benefício?

O salário-maternidade é pago por:

  • 120 dias (4 meses) — na maioria dos casos (nascimento, adoção ou guarda judicial);
  • 14 dias — em casos de aborto não criminoso;

Em caso de falecimento da mãe, o benefício pode ser transferido ao cônjuge ou companheiro, desde que o menor esteja sob seus cuidados.


Por que é importante buscar orientação especializada?

Apesar de parecer simples, muitos pedidos de salário-maternidade são negados por erro de documentação, perda de qualidade de segurado ou falhas no cadastro do INSS.

Um advogado previdenciário pode:
✔️ Verificar se você cumpre todos os requisitos;
✔️ Conferir se há períodos de contribuição não reconhecidos;
✔️ Auxiliar no pedido administrativo e na correção de dados no CNIS;
✔️ Garantir que o benefício seja concedido com segurança e sem atrasos.


Conclusão

O salário-maternidade é mais do que um direito — é uma forma de proteção social essencial no momento em que o cuidado e o vínculo familiar se tornam prioridade.

Com informação e orientação adequadas, é possível exercer esse direito sem insegurança e garantir o suporte financeiro necessário para viver a maternidade com tranquilidade.

Antes de solicitar o benefício, busque orientação com um especialista em Direito Previdenciário.
O cuidado com os detalhes pode ser a diferença entre o deferimento e a negativa do seu pedido.

Bruna Proenca

Advogada Especialista na Área Previdenciária

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